sábado, 27 de julho de 2019

furdunço


Ruína, Salvador Dali, 1941





em meio a tantos deuses
       e divinas tecnologias
ainda sobrevivo
       refém das impropriedades medianas
sem conseguir pensar nada além do tempo

ah, se meu dinheiro prestasse... talvez viajasse
e quem sabe insistisse em acreditar
que apesar das horas
existe aquele porre homérico
       combinado
quando sentados naquela praça
nos aplicamos em estudar o futuro das folhas

no entanto
visto ter sido preferível cometer barbáries
e achar que é normal empoderar a demência
afasto o afogado abraço do hegemônico homem de bem
e sigo na direção contrária
de onde enxergo as ruínas colossais
destroços
daquele que é seu grandioso império



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