sábado, 27 de junho de 2026

comércio de lágrimas

 

Grok


um erro, um desacerto

uma fatalidade, um desastre natural

uma perda irreparável

uma ofensa, uma pancada no ego

e lá vem solícita a tristeza

esticar-se na nossa rede…


logo a sugadora

(carrancuda de dentes serrilhados)

grita - quero um cafezinho

para esquentar meu peito

árido, habitado de rancor

e desemparo...


e o dia se faz noite,

enquanto o breu nos abraça

nos privando de uma réstia de luz

(alívio pro nosso coração travado),

ouvimos martelar

quase que a tocar

maternal

o nosso ombro

longínqua lucidez:

- porque há gente

que se alegra com a tristeza

e fatura alto

no comércio de lágrimas?


 

sábado, 20 de junho de 2026

Jeito Ariano de Ser

 

Google Gemini


“Tenho memória de cachorro vingativo”.

 

“Não troco meu oxente pelo ok de ninguém”.

 

“Sempre que me vêm com estatísticas tentando provar que viajar de carro é perigoso porque as estradas são cheias de buracos, eu respondo: pior é de avião, que o buraco acompanha a gente”.

 

“Se eu falar que Chimbinha é genial o que sobra pra Beethoven”?

 

“Nunca ouvi Lady Gaga, tenho medo que seja contagioso”.

 

“Uma mulher me perguntou: “Qual é o seu signo?”. Gêmeos, respondi. Então, ela sapecou: “Você sabia que as pessoas de Gêmeos têm duas caras?”. Não me abalei: “E a senhora acha que se eu tivesse duas caras usaria essa?”

 

“A humanidade se divide em dois grupos, os que concordam comigo e os equivocados”.

 

“Há duas raças de gente com as quais simpatizo: mentiroso e doido”.

 

“O otimista é um tolo. O pessimista um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso”.

 

“Quem gosta de ler não morre só”.


 


 

sábado, 13 de junho de 2026

orelha flutuante

 

Google Gemini


ouço falarem das estrelas, galáxias, aglomerados

da radiação de fundo, velocidade da luz,

da gravidade, dos buracos brancos e negros

da matéria escura e do universo em expansão

ouço falarem de multi-universos

e também de um universo

onde sou o inverso de mim mesmo

ou até de um onde não me reconheço

nem sei quem sou

e de um onde não ouço nada

 

ouço falarem dos planetas,

da zona de conforto em torno de estrelas

da vida, da morte

ouço falarem dos minúsculos e pequenos animais,

dos grandes animais, de todos os que foram extintos

ou estão em fase de


ouço falarem de humanos,

seus engenhos, suas conquistas, seus fracassos

seus amores, dessabores, utopias, estupidez

ouço falarem de muitas teorias,

de filosofias, de religiões, de crenças, de lendas

de mitos, fábulas e civilizações…

ouço falarem de bactérias, vírus, amebas e protozoários

ouço falarem do mundo quântico,

do infinitamente pequeno

semelhante ao infinitamente grande


ouço falarem de poetas, dramaturgos,

pintores, escultores, dançarinos, músicos, cantores

de gente performática e seus dilemas morais

ouço falarem de geopolítica

de guerras comerciais

de imperialismo e hegemonia

de um mundo multipolar

de ambições políticas e interesses pessoais


ouço falarem de oferta, demanda,

abundância e escassez

de liberdade, igualdade e fraternidade

da fatalidade das coisas, de destino inexorável,

do é assim porque é assim

do que foi sempre será


ouço falarem de mentiras, farsas e vilanias

ouço falarem do horror, da tortura, do terror,

do choro dos inocentes e das gargalhadas dos farsantes

ouço falarem do apocalipse, da salvação

do fim do mundo e do reinado da justiça

e do cumprimento de uma profecia


- ouço falarem que tudo se transforma

que da poeira das estrelas nada se perde...


mas, e quanto a mim

o que sou diante de tudo isto,

serei para sempre

uma orelha flutuante – no vazio?