sábado, 11 de julho de 2026

em tempos de copa

 

Gemini Google



um velho poeta de boteco

amigo meu disse:

não cuspo diamantes

tampouco falo bosta,

ao que refleti

existem palavras

que fazem bem esse meio de campo

e expressões que conhecem o caminho do gol”

 

e o velho poeta de boteco

lança em profundidade a noite:

quando foi a última vez

que trocaste uma ideia

jogaste conversa fora

falaste groselha

desenhaste o vento

esculpiste o silêncio

inventaste estrelas

choraste o mar…?


o bar estava cheio,

gritos, buzinas… gol!



 

sábado, 4 de julho de 2026

bexigas coloridas

 

Google Gemini



ando...

adiante uma estrada

curvas, obstáculos,

subidas, descidas

ando

mas não me movo


olho para as margens:

o mundo passa

se sucedem fatos

eras se sucedem

no interior

de aparelhos televisivos


inútil andar

vejo tudo fora/dentro

de mim

no palco de um teatro

ocupado por poltronas vazias


espectadores invisíveis

suspiram e aplaudem

cada tentativa minha

de movimento... sinto

que eles sentem meu esforço


tento alcançá-los

mas bexigas coloridas

(houve/haveria uma festa?)

dançam entre meus passos

pisoteio algumas

estouro outras…


não alcanço o desfecho

não finalizo o ato

desagradeço as palmas

e saio do teatro

- pela primeira vez me movo



 

sábado, 27 de junho de 2026

comércio de lágrimas

 

Grok


um erro, um desacerto

uma fatalidade, um desastre natural

uma perda irreparável

uma ofensa, uma pancada no ego

e lá vem solícita a tristeza

esticar-se na nossa rede…


logo a sugadora

(carrancuda de dentes serrilhados)

grita - quero um cafezinho

para esquentar meu peito

árido, habitado de rancor

e desemparo...


e o dia se faz noite,

enquanto o breu nos abraça

nos privando de uma réstia de luz

(alívio pro nosso coração travado),

ouvimos martelar

quase que a tocar

maternal

o nosso ombro

longínqua lucidez:

- porque há gente

que se alegra com a tristeza

e fatura alto

no comércio de lágrimas?