sábado, 28 de fevereiro de 2026

o alívio do instante

 

Google Gemini



aperto no peito

que apavora

qual nota acalmará

a ânsia do poema esquecido

entre a vigília e o sono

(limiar onde tudo nasce

mas também se perde)


aperto no peito

que aterra

qual acorde acudir

o sonho que dissipa a noite

e instaura a

lógica poética das coisas


aperto no peito

que assusta

já é hora de partir

reconciliar o movimento

no apaziguado seguir


aperto no peito

que espanta

eis o alívio inevitável

do instante



 

sábado, 21 de fevereiro de 2026

às vezes penso

Google Gemini

 

 

às vezes penso:


tudo que aguardo


está dentro de mim


esperando pra nascer


 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

leve que nem pensamento

 

Google Gemini


acordei, dei corda nas horas

e pedi que fossem brincar com o tempo

para que eu pudesse alcançar infinitos sons


me remexi na cama sob efeito dos ruídos

que palavreavam dentro da minha ignorância


um chilreio ali - é o bentivi no galho ao lado

o grilo cricrila escondido ao limpar as patas

e um splastik - que estranho, quem será?

- é uma velha tartaruga pisoteando uma garrafa pet

no quintal vizinho…


experimento o vento fazer das suas

enquanto o gavião atita sobre

a xícara fumegante de café…


meus olhos embebidos de verde passeiam

o teto das casas - sinto as cigarras

estridularem seus timbales

como se fossem britadeiras

ou banda insaciável de rock


escancaro a janela

meus sentidos suam

mas acordei leve

tal qual os pensamentos

que me despertaram