sábado, 28 de maio de 2022

instante 48

 

Caminhante sobre o mar de névoa, Caspar David Friedrich, 1818 
Releitura feita por Kim Dong-kyu, 2013




olho o horizonte:

infinito e nada

sou eu, atônito…


não fosse haver espanto

jamais perguntaria o que sou

para onde vou…


tem muito o que explicar

esse vazio… cada vez que dói


meio em paz com minha mente

distante de tudo que é familiar

me junto aquilo que desconheço

arranjo coragem

alcanço a liberdade plena

nas asas de borboletas virtuais



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