sábado, 18 de julho de 2026

magestoso e miserável

 


Google Gemini


o ser humano é bacana

engenho é pouco...

e não falo da poesia

dos raciocínios lógicos

da imaginação...

mas daí a sermos

o centro de todas as coisas

nem DaVinci assinaria em baixo


e olha que Leonardo

foi um daqueles mestres

que usava tudos os recursos

para exaltar o que havia de humano

nesta peculiar

e solitária criação da natureza.


normalmente, eu não me acho nada

mas me sinto em boa companhia

nem um pouco sufocado

diante de uma obra artística

ou memoriais que me descrevem os cálculos

na construção de uma hidroelétrica;

que colocam um satélite em órbita;

criam uma máquina que enxergue o átomo;

encontram a cura para um mal incurável;

ou nos fazem viver imersos num mundo virtual

- esse nosso paraíso ansiosamente recriado


mas choca-me,

na mesma proporção,

como pode alguém tão avançado

consentir que haja fome, guerras... miséria:

resultado de políticas estupidas

conduzidas por humanos estupidos?


sou imperfeito

e nessa minha imperfeição

sigo o mantra

de mesmo sendo pouco

sou o melhor de mim

em constante movimento


 

sábado, 11 de julho de 2026

em tempos de copa

 

Gemini Google



um velho poeta de boteco

amigo meu disse:

não cuspo diamantes

tampouco falo bosta,

ao que refleti

existem palavras

que fazem bem esse meio de campo

e expressões que conhecem o caminho do gol”

 

e o velho poeta de boteco

lança em profundidade a noite:

quando foi a última vez

que trocaste uma ideia

jogaste conversa fora

falaste groselha

desenhaste o vento

esculpiste o silêncio

inventaste estrelas

choraste o mar…?


o bar estava cheio,

gritos, buzinas… gol!



 

sábado, 4 de julho de 2026

bexigas coloridas

 

Google Gemini



ando...

adiante uma estrada

curvas, obstáculos,

subidas, descidas

ando

mas não me movo


olho para as margens:

o mundo passa

se sucedem fatos

eras se sucedem

no interior

de aparelhos televisivos


inútil andar

vejo tudo fora/dentro

de mim

no palco de um teatro

ocupado por poltronas vazias


espectadores invisíveis

suspiram e aplaudem

cada tentativa minha

de movimento... sinto

que eles sentem meu esforço


tento alcançá-los

mas bexigas coloridas

(houve/haveria uma festa?)

dançam entre meus passos

pisoteio algumas

estouro outras…


não alcanço o desfecho

não finalizo o ato

desagradeço as palmas

e saio do teatro

- pela primeira vez me movo