sábado, 25 de julho de 2026

mais um

 

Google Gemini



quantos poemas foram escritos

até hoje?

poemas de amor, ciúme, dor...

poemas épicos, líricos, dramáticos

poemas-piadas, com ou sem rimas,

brincalhões, farristas, boêmios,

sacanas, satíricos, eróticos

poemas de protesto

metafísicos, religiosos, enigmáticos

sublimes...


escrever poemas

é saber que se tem todo o vocabulário humano

à disposição e escolher a síntese

de um dístico, de um hai-kai

de uma quadra ou de um soneto

ou simplesmente voar ao sabor do sentir-pensar

e alcançar a leveza de uma pena

deslizando sob a carícia de uma brisa

numa tarde de outono a exaltar a liberdade


escrever poemas é conseguir

alcançar o melhor de si

sem falar demais


 

sábado, 18 de julho de 2026

magestoso e miserável

 


Google Gemini


o ser humano é bacana

engenho é pouco...

e não falo da poesia

dos raciocínios lógicos

da imaginação...

mas daí a sermos

o centro de todas as coisas

nem DaVinci assinaria em baixo


e olha que Leonardo

foi um daqueles mestres

que usava tudos os recursos

para exaltar o que havia de humano

nesta peculiar

e solitária criação da natureza.


normalmente, eu não me acho nada

mas me sinto em boa companhia

nem um pouco sufocado

diante de uma obra artística

ou memoriais que me descrevem os cálculos

na construção de uma hidroelétrica;

que colocam um satélite em órbita;

criam uma máquina que enxergue o átomo;

encontram a cura para um mal incurável;

ou nos fazem viver imersos num mundo virtual

- esse nosso paraíso ansiosamente recriado


mas choca-me,

na mesma proporção,

como pode alguém tão avançado

consentir que haja fome, guerras... miséria:

resultado de políticas estupidas

conduzidas por humanos estupidos?


sou imperfeito

e nessa minha imperfeição

sigo o mantra

de mesmo sendo pouco

sou o melhor de mim

em constante movimento


 

sábado, 11 de julho de 2026

em tempos de copa

 

Gemini Google



um velho poeta de boteco

amigo meu disse:

não cuspo diamantes

tampouco falo bosta,

ao que refleti

existem palavras

que fazem bem esse meio de campo

e expressões que conhecem o caminho do gol”

 

e o velho poeta de boteco

lança em profundidade a noite:

quando foi a última vez

que trocaste uma ideia

jogaste conversa fora

falaste groselha

desenhaste o vento

esculpiste o silêncio

inventaste estrelas

choraste o mar…?


o bar estava cheio,

gritos, buzinas… gol!