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sábado, 19 de setembro de 2026

Meu dia é hoje, minha hora é agora

Chat GPT


Segui a lição que o mundo ditou

A estressar o futuro e a vida

Na promessa que nunca chegou

Parado a esperar a partida

O tempo passou e fiquei de fora

Meu dia é hoje, minha hora é agora.


Vendi meu sangue a preço de nada

Prisioneiro de um invisível curral

A me serviu de leito a fria calçada

Eu que nasci pra ser um e plural

Cuspi fora os sapos e a droga

Meu dia é hoje, minha hora é agora.


Quebrei as algemas da servidão

Nenhuma cartilha vai me governar

O dogma inútil da minha exaustão

O dever imposto cansei de escutar

Deixo ao sistema à aleatória aurora

Meu dia é hoje, minha hora é agora.


Do chão do fracasso ergui um castelo

Lançei a semente e a chuva abraçou

Aquela verdade de um sonho singelo

Retomei o caminho donde a vida parou

Meu coração me chama à melhora

Meu dia é hoje, minha hora é agora.


Respiro o silêncio da tarde audaz

Dispenso a companhia das ameaças

O peito sossega na calma da paz

O ontem sumiu que nem vento que passa

A felicidade em mim nasceu e vigora

Meu dia é hoje, minha hora é agora.


Criado em parceria com o Gemini.

Revisado e editado em parceria com o DeepSeek


 

sábado, 1 de março de 2025

o colonialista

 

Colonização da América, Carlos Latuff, 2008


ontem entrei na vossa terra

fugido de outros fortes

que minhas ideias perseguiam…


e, agora, perseguido por vocês

galopo furtivo nesta terra

que ainda não é minha mas

pela graça da divina promessa

me foi destinado este chão

o chão que ocupais, para nele edificar

um reino digno da excelsa glória


porque me perseguem então, ímpios -

não ouviram o chamado que o deus fez a mim?


dele trago o dever de aniquilar todos vocês

mas por minha sapiência e benevolência

poupo os frágeis – mulheres, velhos e crianças,

os confino em terras fracas para que não prosperem

e não alimentem a vingança dos ancestrais


mas, vocês ainda me perseguem

não mais bravos guerreiros

mas fantasmas, assombrações

miríades de choros, lamentos, gritos

agonia que ecoa a calada dor

à custa das armas, doenças, drogas e dinheiro


 

sábado, 13 de junho de 2020

promessa

The Promise, Rene Magritte, 1966



lá vem

minha melancolia

doce que nem chuva

mansa

que nem tarde no mar

… caju, uvas e maracujás…


e vem

a dançar a cantar

delicadezas

infinitos futuros

nossos encontros…


vem

que minha tristeza

te espera

feito pele

a sonhar e suspirar

promessas…